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segunda-feira, 4 de abril de 2011

William Shakespeare



“De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.”

Um comentário:

  1. Aquilo que dá no coração
    E nos joga nessa sinuca
    Que faz perder o ar e a razão
    E arrepia o pêlo da nuca
    Aquilo reage em cadeia
    Incendeia o corpo inteiro
    Faísca, risca, trisca, arrodeia
    Dispara o rito certeiro

    Avassalador
    Chega sem avisar
    Toma de assalto, atropela
    Vela de incendiar
    Arrebatador
    Vem de qualquer lugar
    Chega, nem pede licença
    Avança sem ponderar

    Aquilo bate, ilumina
    Invade a retina
    Retém no olhar
    O lance que laça na hora
    Aqui e agora,
    Futuro não há
    Aquilo se pega de jeito
    Te dá um sacode
    Pra lá de além
    O mundo muda, estremece
    O caos acontece
    Não poupa ninguém

    Avassalador...

    Avassalador
    Chega sem avisar
    Arrebatador
    Vem de qualquer lugar
    Aquilo que dá no coração
    Que faz perder o ar e a razão
    Aquilo reage em cadeia
    Incendeia

    - Lenine -

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