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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Amores impossíveis trazem maturidade


Sempre ouvi que devemos lutar incansavelmente por um amor. Mas penso cá com meus escassos botões, e depois de certa experiência de vida: lutar até que ponto? Contra quais dificuldades? Qual o limite?

Se amor é uma construção, a formação conjunta de ideais, objetivos de vida e planejamento para um futuro devem estar no topo da lista de prioridades de um  casal.

Contudo na vida nos deparamos com encontros e desencontros! Existem pessoas que querem amar, mas não sabem como agir; outros desejam uma parceria, mas não abrem mão da sua liberdade; Alguns sonham em casar, mas não possuem condições financeiras; Há os que amam, mas não tem tempo para se dedicarem ao amor; ou os filhos de um casamento anterior que atrapalham; ou os ex que de alguma forma se fazem sempre presentes...

Lutar nessas situações é válido e faz parte do companheirismo, mas como minha mãe amada dizia: tudo tem limite, Edson Luiz!E o limite para essas questões é quando percebemos que as situações conflituosas, e que nos deixam infelizes, não serão resolvidas.

É triste, mas muitas vezes mesmo querendo ficar muito com alguém, teremos de partir, e buscar relações que sejam possíveis de serem vividas. Não é uma fuga ou uma fraqueza, mas sim uma demonstração de maturidade já que estamos respeitando as opções e desejos da outra pessoa, assim como aprendendo a delimitar até onde podemos suportar.

Decepções são inevitáveis, fazem parte da nossa vida, e precisamos vivenciá-las para que amadureçamos. É uma oportunidade de crescimento, e não podemos cegar ao que passa a nossa volta, insistindo em ver o mundo somente pela nossa ótica, nosso pensamento ou nossa vontade.

Às vezes me “pego” tomando atitudes descabidas e discutindo situações absurdas, porque abrir mão de minhas utopias, me sentir rejeitado, menos importante, ou desejado pelas pessoas que amo é um golpe muito duro para mim. Dá sensação de impotência, de solidão, baixa a estima...

Mas não tem jeito! Algumas pessoas possuem um invólucro que pode estar hermeticamente fechado para novos planos e desafios, pelos mais variados motivos, ou simplesmente por não nos amarem o bastante.

Aceitar essa verdade nua e crua, por mais desagradável que soe em nosso coração, é a maior prova de amadurecimento que podemos obter. Assim como o amor, as pessoas são dádivas de Deus, e devemos respeitá-las como tal, aceitando e respeitando suas decisões.

É experimentando raízes amargas ao longo da vida, que aprendemos a diferenciar, valorizar e buscar sempre o gosto doce de uma fruta.

Pensar se faz necessário.

2 comentários:

  1. OLÁ AMIGO,REALMENTE TUDO NESTA VIDA TEM LIMITE E CHEGUEI AO MEU,COM AS PERDAS APRENDI A ME AMAR,NÃO ME SINTO SÓ NEM REJEITADA,O AMOR É PARA SER VIVIDO SEM LIMITES SEM FRONTEIRAS,MAS SÓ VALERÁ A PENA, SE POR VENTURA O AMOR ACABAR E RESTAR O RESPEITO QUE DA A BASE DE SUSTENTO AO NOSSO EGO,NÃO SOMOS PROPRIEDADE UNS DOS OUTROS,SOMOS VIDA PARA SER VIVIDA, SOMOS AMOR PARA AMAR, POR ISSO, JAMAIS VOU DESISTIR.SOU GUERREIRA, SOU FORTE.É ASSIM QUE TEM QUE SER,VIDA... UM ABRAÇO.

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  2. “Às vezes, perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada.” Elizabeth Gilbert em “Comer, rezar, amar” / :-)

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