Não leitores e leitoras, o título acima não foi digitado incorretamente. Aposto que alguns mencionaram “Edinho seu burrão, não é esta a frase de Shakespeare. É Ser ou Não Ser, Eis a Questão!!”. Correto, a frase do escritor pronunciada por Hamlet, angustiado pelas dúvidas sobre se seu pai havia sido assassinado. Ele se referia ao fato de que nem sempre as pessoas são o que parecem ser.
Nos escritos de Maquiavel fica explícito que o importante é parecer para almejar e exercer o poder (campo político). Aristóteles dizia que o importante é ser (metafísica). Já no dias atuais, o fundamental é ter.
O mundo moderno é vazio de idéias e sentimentos, e está totalmente dominado pelo consumismo. Longe de pensar que os interesses pessoais devam ser considerados um erro. O desejo de crescimento pessoal, de ascensão social e profissional, de reconhecimento, de realizações e de possuir coisas boas, é salutar e necessário propulsor de nossas vidas. É a ambição medida, e não desmedida, que nos dá energia necessária para superar dificuldades e construir uma bela caminhada.
Mas o que tenho notado é que este “ter”, não vem acompanhado pelo “ser”, e isto tem nos levado a abrir mão de valores sentimentais que são fundamentais a nossa evolução enquanto raça humana.
Para “ter” começamos a “parecer”, fingindo o que não somos. Entramos no palco, e encenamos diariamente. Tudo para não nos sentirmos fracassados numa sociedade que descarta aqueles que não “vencem”.
Mesmo sem perceber temos nosso planejamento estratégico, com metas firmadas, bens a consumir, conquistas a realizar. Mas este deve ser exequível, e não podem ultrapassar o limite da nossa capacidade, da nossa essência ou de nossos valores. Não somos piores ou inferiores se não alcançarmos, pois a vida muda nossas rotas, e consequentemente os resultados.
O planejamento deveria começar mesmo é pelo “ser”. Não vejo as pessoas falando que seu projeto de vida seja ser um bom cidadão, um bom pai, mãe, amigo, companheiro, ou qualquer outro papel que desempenhem na sociedade.
Os valores morais e pessoais deram lugar às conquistas materiais. Passamos a representar tanto para alcançarmos a “vitória” que muitos já não sabem mais quem são, o que gostam realmente, ou o que é o amor puro, sem nenhum jogo de cena ou interesse embutido.
Levar a vida com objetivo de posse e consumo traz angústias, decepções e tristezas, que se refletem no campo afetivo, o que pode explicar os exércitos de um soldado só que temos encontrado no nosso dia a dia.
Algo precisa ser feito. Deve existir um antídoto que nos faça retornar as nossas origens. Precisamos meditar sobre os valores que estamos vivendo, a conduta que estamos adotando, e até quando seremos seguidores do que estão nos impondo, em nome de um modernismo que entupiu os consultórios psicológicos de pacientes.
Quero ser alguém, não desejo parecer o que não sou, e jamais aceitarei ser somente "algo".
Pensar se faz necessário.
Pois é meu amigo, infelizmente hoje, as pessoas estão mais preocupadas com o ter, com o poder do que com o ser. Escutamos diariamente as pessoas falando, queria ter mais dinheiro para comprar isso, ou fazer aquilo, é uma busca constante do sucesso profissional, de adquirir bens, de realizar sonhos materiais.
ResponderExcluirOnde está o tempo para o romantismo, para a família, para os amigos? É sempre um querer sem fim, sendo que muitas vezes temos tudo que precisávamos para sermos felizes. De que adianta dinheiro, viagens, carro do momento? Se não tivermos o real motivo da vida, que é o amor e sabermos tocar o coração das pessoas? Muitas vezes as pessoas se dedicam tanto ao trabalho que acabam esquecendo o resto do mundo, será que assim estamos realmente conquistando o que queremos? Ou cada vez mais teremos gerações bem sucedidas financeiramente, mas vazias de sentimentos?
Realmente, pensar se faz muuuuuuuuito necessário!
Abraços!!!