Uma leitora postou um comentário que inicia com o pensamento do mestre budista Daisaku Ikeda: “O amor liberta, não encarcera”. Na veia!
Assim devemos pensar e agir, para compreendermos a magnitude desse sentimento. Mas normalmente tomamos o caminho contrário.
Ficamos cobrando a presença, o carinho, e o zelo quando na verdade deveríamos entender, respeitar e não coibir ou encarcerar a pessoa amada.
Na verdade se precisamos de alguém para ser feliz, não amamamos esta pessoa, somos carantes.
Se o ciúme é exacerbado, ficamos inseguros e temos de fazer qualquer coisa para termos a presença de alguém ao nosso lado, muitas vezes tendo de violentar principios basilares da nossa formação, não amamos aquela pessoa. O que perdemos foi o amor próprio.
Se fixamos que não vivemos sem aquela pessoa, que a vida será insuportável sem ela, que a vida ficará vazia, mesmo que tenhamos consciencia que não somos amados, ou que não representamos tanto na vida daquela pessoa, não amamos aquela pessoa. Somos é inseguros e dependentes.
Nas relações para chegarmos a cumplicidade e a plenitude, os pares tem de ter amizade, forte atração e companheirismo. Se encontramos essa pessoa, teremos condições de amar e ser feliz, fazendo alguém feliz.
A verdade é que não sabemos amar, e consquentemente nossas opções não são as mais adequadas ao nosso comportamento, ao nosso desejo e a nossa satisfação.
Quando gostamos de alguém forçamos tanto para que aquela pessoa esteja ao nosso lado, divida seus momentos conosco, que acabamos nos perdendo de nós mesmos, e muitas vezes nos tornamos amargos, brigões, e irracionais.
Não pode ser assim. Temos de entender que somente será boa uma relação quando as pessoas desejarem realmente ficar ao nosso lado incondicionalmente, e por vontade própria. Todas as outras formas para que isto aconteça serão forçadas e não virão do coração. E tudo que não está enraizado no coração é efemero e não tem valor.
Se não nos sentirmos importantes para alguém, não vale a pena! Será só sexo e momentos agradáveis, e para isso, não precisamos nos expor e nos magoar.
Se não nos sentirmos importantes para alguém, não vale a pena! Será só sexo e momentos agradáveis, e para isso, não precisamos nos expor e nos magoar.
Pensar se faz necessário.

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