Sabem quem é Raquel Pacheco? Nada mais, nada menos que Bruna Surfistinha, transformada pela mídia nacional em heroína da prostituição, investidora do mundo do sexo, e psicóloga da “cama”.
Vi o filme, cujo tema já havia comentado em outro post. Se assistirem, não deixem nenhuma criança passar perto da televisão. É sexo, a dois, a 20, a 30, menége, muita cocaína, e malandragem o tempo todo. A classificação do filme: DRAMA! Drama são os paradigmas dominantes na sociedade moderna.
Apesar de conservador, não estou aqui para rotular a postura e as atitudes destrutivas que cada um toma em sua vida. Mas duas coisas me revoltaram: a maneira que o dinheiro público (o nosso viu?!?!?) é usado na Cultura, e como a mídia pode realmente fazer vencedor o estereótipo que bem quiser. Somos mesmos vaquinhas de presépio, e não duvide se prostituição virar xodó do momento, e ter mais candidatas ao “cargo” do que inscrições no vestibular de medicina. Aliás, estudar para quê?
O Ministério da Cultura aprovou a captação de quase R$ 4.000.000,00 (isso mesmo!), para produção do filme, valendo-se da Lei Rouanet de incentivo a cultura. Resumidamente, quando aprovado o projeto pelo Ministério da Cultura, a produtora busca parceiros na iniciativa privada para patrocínio do filme. As empresas privadas patrocinam e podem deduzir os valores investidos de seu Imposto de Renda ou de outros impostos, dependo da Lei usada. Quanto custa para empresa? Nada, e ainda tem seu nome destacado no filme.
“Mas Edinho, seu conservador de merda. O livro já havia virado um Best Seller, com 226 mil exemplares vendidos!”. Pois é... quando digo que a superficialidade e libertinagem vem tomando conta do comportamento das pessoas, sou taxado como radical, machista, oldfashion...
O filme trata da carreira de uma prostituta, e fico pensando em que há de cultura nisso. Mas o mesmo já havia ocorrido com o filme “Cazuza”, “Sou Feia, Mas Tô na Moda”, da Tati Quebra Barraco, todos beneficiados pela mesma lei.
A vida é dura para todos, mas penso que o beneficio do MEC para estes projetos, é desrespeito aos que trabalham, cumprem com suas obrigações sociais, legais e pagam seus impostos (aliás, será que a Bruna Surfistinha pagava impostos?).
Vendo estes filmes, pensei em fazer um projeto para apresentar ao MEC: Conheço algumas mulheres com trajetórias de vida marcadas por lutas, conquistas, vitórias, sem abrir mão de seus valores, honra e respeito a si próprias. Exemplos que poderiam e deveriam ser seguidos. Será que para uma trajetória de vida como a delas, eu consigo algum dinheirinho com o Ministério da Cultura?? Demagogia minha não é mesmo??
Pensar, se faz necessário.

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