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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A espera da mulher pós moderna.


Não pode haver nada mais anacrônico que querer colocar homens e mulheres em lados opostos no palco da vida. Ambos devem ter os mesmos direitos e, principalmente, os mesmos deveres e responsabilidades. 

Portanto o título não possui nenhum caráter sexista! Sexismo é machismo e feminismo, pois são duas equações iguais, com sinais trocados, onde a diferença entre um e outro é igual a zero. Mudam quanto à forma, mas o conteúdo e os objetivos são os mesmos.

E nessa linha, as mulheres se deixaram enganar pela história. Lutaram para fugir da tirania machista, mas radicalizaram no discurso, o que as deixou divididas entre extremos: a opressão de ontem com a necessidade de eficiência em tudo que faz dos dias atuais.

Ocupam a maioria das vagas nas universidades, no mercado de trabalho, ganham mais do que os homens, são independentes financeiramente, mas estão confusas e com sentimentos conflitantes, pois para alcançar esses objetivos tiveram de se afastar de suas características e instintos naturais.

Transformaram-se em alvos de uma sociedade consumista, deliberadamente formatada para as mulheres, objetivando um consumo compulsivo e a exigentes padrões de beleza e sucesso. Pressionadas pelas cobranças no trabalho, pela falta de compreensão de maridos e filhos, não encontram apoio de nenhum lado. São profissionais estressadas, esposas desinteressadas, e mães ausentes.

A pressão de ser provedor, mantenedor das regras do lar, da estrutura familiar, modelo de sucesso, e de bons empregos, antes restrito somente aos homens, foram transferidos integralmente para as mulheres, deixando o mundo feminino às portas do constante stress e da inevitável solidão.

Um paradoxo: com o esvaziamento da instituição “família”, não existe mais uma parceria para auxiliar nos momentos difíceis, tendo de enfrentarem sozinhas um mercado de trabalho que também cansa, oprime, e traz como retorno somente conquistas materiais.

O momento histórico é das mulheres, principalmente no campo político, social e financeiro, onde a mulher inevitavelmente se tornará maioria. A reflexão, contudo, não está no que ganharam, pois sem dúvida ganharam muito, mas sim no que perderam.

Acreditemos que os excessos desta revolução serão amenizados e que surgirá uma mulher também dedicada aos temas de natureza pessoal, sem que para isso, necessite abrir mão das importantes conquistas obtidas ao longo das últimas décadas.

Esta mulher saberá que também precisa de afeto e cumplicidade,  e que isso não pode ser conquistado com projetos de lei, curso superiores, discursos radicais ou passeatas... 

Pensar se faz necessário.

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