A principio somos sabedores do que queremos, mas eu não tenho dúvida que esta parafernália pensante em nossa cabeça é fruto exclusivo do “prestar contas” a nossa racionalidade.
Ficamos idealizando uma pessoa inteligente, culta, bem humorada, carinhosa, com caráter, etc. E bem no final da lista elencamos a atração física como um elemento importante para nos relacionarmos com alguém.
Demagogia! A atração física é o principal reagente da paixão. E não estou falando de beleza pura e simples. Refiro-me a pele que chamusca só do contato com a outra pessoa. A química do par.
Vejo esta química enlouquecedora como a base para a solução de problemas, divergências ideológicas e de comportamento numa relação. É tão forte que nos damos conta da necessidade de composição das diferenças para que aquela delícia de momento não se vá.
A construção do amor deve seguir uma racionalidade, pois assim evita alguns sofrimentos, mas nem sempre é assim que acontece. Se não existisse a tesão louca clamando por alguém, conviveríamos somente com pessoas certinhas, ricas, bem sucedidas, inteligentes, e politicamente corretas.
Perderíamos aquele desejo louco, aquele cheiro que nos dopa, aquele olhar que nos desmonta, aquele encaixe sempre perfeito, e os orgasmos que parecem sincronizados...
Os estudos modernos apontam para uma afinação de ferômonios, e a psicologia aponta para a identificação de figuras do sexo oposto que foram significativas na vida de uma pessoa para explicar a química diferenciada por outra pessoa.
Estudos do Conservador apontam para a imaterialidade, irracionalidade, e muitas vezes até inconseqüência de nossos atos, pensamentos e sentimentos. As pessoas podem ser maravilhosas conosco, mas se não rolar uma química forte, estaremos fadados as relações extremamente racionais, burocráticas e formais.
Convenhamos!! Podemos até ficar com aquela pessoa "perfeita". Mas o que não esqueceremos jamais, é aquela voz no ouvido que desmorona qualquer conceito ou aquele olhar que parece que nos engole por inteiro. Isto sim... faz todos os sentidos do nosso corpo entrarem em erupção!
Pensar se faz necessário.

Com certeza e aí podemos dizer “Rolou uma química entre nós”. Ao ler o seu post fiz uma pesquisa para saber se cientificamente existe alguma explicação para tudo isso que sentimos quando estamos apaixonados ou quando sentimos uma atração por outra pessoa. E existe sim, o sentimento não afeta só o nosso ego de forma figurada, mas está presente de forma mais concreta, produz reações visíveis em nosso corpo inteiro. Se não fosse assim como explicar as mãos suando, coração acelerado, respiração pesada, olhar perdido (tipo “peixe morto”), o ficar rubro quando se está perto do ser amado?
ResponderExcluirAfinal, o amor tem algo a ver com a Química? Na verdade o amor é química! Todos os sintomas relatados acima têm uma explicação científica: são causados por um fluxo de substâncias químicas fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas. Acontece que essa sensação pode não durar muito tempo, neste ponto os casais têm a impressão que o amor esfriou. Com o passar do tempo o organismo vai se acostumando e adquirindo resistência, passa a necessitar de doses cada vez maiores de substâncias químicas para provocar as mesmas sensações do início. É aí que entra os hormônios ocitocina e vasopressina, são eles os responsáveis pela atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura, afinal, o amor é eterno (ou não, rsrsrs)!!! O importante é sabermos que todas essas sensações passam e se depois disso ficar o carinho, a admiração e o respeito, então é amor. Mas, poucos sabem reconher e valorizar :)