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quarta-feira, 15 de junho de 2011

“O Mudo que matou o surdo com um grito!”



Quando os relacionamentos entram em rota de colisão, causados por conflitos “ideológicos” o melhor caminho a seguir é o da ausência e do silêncio. Mas não é o que normalmente acontece. O comum é que cada uma das partes saia em defesa incondicional de suas “ideologias”, o que gera discussões, acusações e inevitáveis ofensas desnecessárias.

Puxa vida como nos tornamos estúpidos às vezes! Depois de certo tempo de relacionamento, e tendo havido o diálogo indispensável às relações maduras, se situações desagradáveis, e que uma das partes não consegue conviver ainda persistem, está mais do que claro que se tratam de divergências relacionadas à personalidade ou aos objetivos que cada um tem. Não serão resolvidos por imposição.

Existem pontos que conseguimos mudar para nos adequarmos a quem amamos, mas existem outros que são impossíveis. Não representa falta de amor, mas sim consciência que nossas reações serão danosas, pois afetam tanto nosso metabolismo que nos impossibilitarão de conviver com aquela determinada pessoa.

Já escrevi que devemos buscar relações possíveis, e que ninguém muda ninguém. O nosso maior egoísmo, e que nos traz o sofrimento e angústia, é atribuirmos a outra parte a culpa daquele final inevitável da história.

Não existem culpados. Deu tudo muito certo! Até aquele ponto, onde fatores essências para boa convivência e companheirismo foram afetados. Mudamos, nos adequamos e cedemos até certo nível. Até onde poderíamos!

A gente fica imaginando aquela cena do mudo tentando gritar para o surdo! Não vai dar em nada, não haverá sintonia, e certamente não se entenderão. Só trará mais irritação, desgastes e mágoas.

Mas em nome do tal “amor” que sentimos, passamos a exigir um comportamento e um retorno que não teremos. Melhor deixar passar, e entender que aquela pessoa tem todo direito de buscar alguém ou o meio de vida, que infelizmente não podemos proporcionar de forma saudável.

Se temos consciência que tudo fizemos, que flexibilizamos o que poderíamos, e se respeitamos a outra pessoa, por que a mágoa que levará a briga insistente como se fosse uma traição? Se você não consegue, entenda que a outra parte também não consegue.

No olho do furacão é difícil entender isso, mas é preciso esta consciência para que sigamos nossa caminhada, e principalmente que consigamos libertar as pessoas para seguir a vida que mais lhe aprazam.


Até por que ninguém tem posse de ninguém. Então ninguém pode perder o que não é seu, não é mesmo?

Pensar se faz necessário.

Um comentário:

  1. Interessante o texto, muitas vezes em discussões é melhor apenas ouvir para evitar o pior, não
    devemos tomar decisão quando estamos nervosos
    e de cabeça quente.VIANNA.

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