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sábado, 14 de maio de 2011

Tudo mudou... Será que só nos resta mudar também?



Quando era um conservador jovem, para me relacionar com alguém, sabia que teria de namorar. Se do namoro viesse um algo mais, o caminho seria o noivado.

Sempre achei noivado um estágio desnecessário. Criava uma zona de conforto e segurança que acomodavam o casal muitas vezes por longos anos. Mesmo assim, na maioria dos casos, passávamos ao matrimônio, constituição de família, filhos, casa própria...

Já no mundo moderno, namoro é uma raridade, e sinceramente não lembro ter visto nos últimos anos muitas pessoas com aliança na mão direita (na mão esquerda também vejo pouco). Isso me leva a crer que o noivado está à beira da extinção, se já extinto não está.

Casamento... Confesso que principalmente para os que já tiveram, e ainda com filhos, é algo démodé, que não passa pela cabeça das pessoas. Difícil de imaginar nos dias de hoje.

Então? Como estão os embates? Existe farto material sobre o assunto, e compilando algumas pesquisas, especialistas concluem que nos dias atuais existem seis tipos de relacionamentos.

Seriam eles:

*      Possessivo - Ele é meu ou ela é minha. O possessivo quer toda a atenção, exclusividade, não deixa o parceiro se expor em situações que tenha chance de se interessar por alguém.
*      Neurótico - Vasculha os pertences do outro para achar algo suspeito. Sempre acusa o outro de traição.
*      Competitivo - Competem o tempo todo, na autoridade, na capacidade, no dinheiro, na inteligência, etc.. Um quer ser mais que o outro
*      Liberal ou aberto - Não invade a vida particular do outro porque também quer a sua liberdade. Relação pode ter baixo nível de comprometimento.
*      Romântico - Ambos são gentis, amorosos e atenciosos um com o outro. Ele abre a porta do carro, leva flores, lembra de datas importantes. Ela é carinhosa e doce. São eternos enamorados.
*      Ficantes - Saem juntos sem compromisso. O sexo é bom, mas não há fidelidade.

Em uma das pesquisas, casais foram consultados, e a maioria se classificou como ficante, com 35%. Os neuróticos ficaram em segundo lugar com 25%, seguidos pelos de característica possessiva, com 18%. Os casais competitivos somaram 15%. Os românticos ficaram em penúltimo lugar totalizando 5% e os liberais 2%.

Em minha mente pré-histórica, toda relação que pretende um mínimo de comprometimento, terão presentes os ingredientes razoáveis de posse, neurose, competição e romance, por que quando se gosta, desejamos uma certa exclusividade no sexo, no amor e na atenção da outra parte.

Por outro lado, o relacionamento aberto ou liberal é igual aos dos ficantes, com a diferença de que os últimos, não residem sob o mesmo teto, o que pode ocorrer nas relações abertas.

Venho falando a muito tempo, apesar de lutar contra, que no futuro todas as relações serão liberais e abertas. Os fatos estão aí e parecem que não mudarão!

Pensar se faz necessário.

Um comentário:

  1. Apesar de nunca ter sido casada e também nunca ter sido obcecada por casar, fico triste em ver cada dia mais tudo isso que você escreveu acontecendo. Antigamente isso era regra, namorar, noivar e casar, hoje é exceção. Não querendo ser feminista, mas sinto que os homens são os maiores responsáveis por tudo isso. Antes quando estavam casados, traiam suas esposas e isso era muito comum, viviam com duas famílias e muitas vezes a esposa principal até sabia e fingia não saber de nada. Mas, com a independencia da mulher, este tipo de situação não foi mais tolerável e os homens casados perderam o seu conforto, hoje para casar e ter apenas uma mulher é muito difícil eles preferem a liberdade de ficar cada dia com uma mulher diferente e sem compromisso. Depois do 40 anos percebe que precisa ter uma família e então casa-se...

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