“E se eu disser que te amo assim, de cara
Sem mais delonga ou tímidos rodeios
Sem nem saber se a confissão te enfada
Ou se te apraz o emprego de tais meios?
E se eu disser que sonho com teus seios,
Teu ventre, tuas coxas, tua clara
Maneira de sorrir, os lábios cheios
Da luz que escorre de uma estrela rara?
E se eu disser que à noite não consigo
Sequer adormecer por que me agarro
À imagem que de ti em vão persigo?
Pois eis que o digo, amor. E logo esbarro
Em tua ausência - essa lâmina exata
Que me penetra e fere e sangra e mata.”
Sem mais delonga ou tímidos rodeios
Sem nem saber se a confissão te enfada
Ou se te apraz o emprego de tais meios?
E se eu disser que sonho com teus seios,
Teu ventre, tuas coxas, tua clara
Maneira de sorrir, os lábios cheios
Da luz que escorre de uma estrela rara?
E se eu disser que à noite não consigo
Sequer adormecer por que me agarro
À imagem que de ti em vão persigo?
Pois eis que o digo, amor. E logo esbarro
Em tua ausência - essa lâmina exata
Que me penetra e fere e sangra e mata.”
(Ivan Junqueira)

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