O ser humano por natureza é egocêntrico. Alimenta ou não esta condição de acordo com sua formação, meio social e troca de experiências.
Remetemos todos nossos pensamentos para conosco mesmo, e isso nos leva ao egoísmo, transformado no mundo moderno como uma qualidade, estima elevada e auto suficiência... Ficamos orgulhosos e pretensiosos.
Ao som desta banda, e sem perceber, nos tornamos tão individualistas que abominamos tudo que possa ir de encontro ao nosso “Eu”.
Estamos nos supervalorizando e isso está nos fazendo entender que conseguiremos viver sozinhos, e que nos bastaremos em nós. Encarceramo-nos neste mundo que criamos, permitindo muito pouca passagem de luz, o que está obscurecendo no nosso comportamento diante a outras pessoas.
Excetuando-se as propagandas de margarinas e produtos de limpeza (famílias felizes e perfeitas), a nossa cultura nos impõe uma felicidade individual, nos fazendo acreditar que tudo podemos e conseguiremos sem ajuda ou apoio.
Cientificamente está provado que o ser humano não consegue viver isolado, precisa de interação, e a nossa sobrevivência passa obrigatoriamente por “outro”, até pela manutenção da espécie humana. Aí que mora a questão! Como fazer esta interação se não vamos “mais comer do mesmo pão??”
Não nascemos sozinhos, podemos até não conviver com todos que gostaríamos, na intensidade que desejaríamos, mas não podemos esquecer que “Nós” sempre será mais produtivo e valioso, do que “Eu”.
“Eu” reduz o território, o aprendizado, e as realizações. Transforma-nos em robôs, com reações pré-determinadas, estudas e incapazes de levar surpresa a alguém ou a nós mesmos. "Eu" não faz trocas, não traz aprendizado nas diferenças ou orgulho de poder olhar para trás e identificar que por sermos bons seres humanos, ajudamos na felicidade de outras pessoas.
E sentir a felicidade das pessoas por nossos atos e nossas atitudes, tem preço?
E sentir a felicidade das pessoas por nossos atos e nossas atitudes, tem preço?
Pensar se faz necessário.

Nenhum comentário:
Postar um comentário