Viver uma relação amorosa de verdade é uma das melhores sensações que podemos ter na vida. Mexe com todos os nossos sentidos, nos tornando “mais vivos”.
Mas descobrimos com o tempo que as nuvens não são feitas de algodão doce. Durante a vida somos capazes de sentir muitas coisas, e muitas delas totalmente conflitantes. Paixão, culpa, saudade, remorso, desejo, de alguma forma já vivemos estes sentimentos.
Existe um, no entanto, que nos incomoda, e nos abala muito. Estou me referindo a não sentir-se importante para quem amamos.
A gente acaba se sentindo menosprezado, nos diminui, baixa a estima, e nos coloca no incomodo lugar de meros figurantes na vida daquela pessoa. E mesmo que tentemos de todas as formas mostrar como estamos nos sentindo, não tem jeito... Se você não for importante, melhor desistir, pedir a conta e seguir seu rumo, por mais doloroso que possa ser.
Claro que há casos de submissão total, mas aí estão relacionados a patologias ou necessidades financeiras. Essas pessoas sofrem também, mas não encontram forças ou coragem para expressar e desistir daquela relação que faz tanto mal.
O que surpreende é que caímos nas armadilhas por nós mesmo montadas, e mesmo sabendo que não somos “o cara” doamos nosso corpo, nosso carinho e nosso esforço para quem tem muitas outras prioridades à nossa frente. Os resultados são avassaladores, e já escrevi sobre o tema em Quando Uma Relação Termina.
Sem vítimas ou vilões, não foi premeditado pela outra pessoa, você só não representa o que gostaria ou que precisa, e por mais duro que possa parecer, somente está sendo colocado no seu devido lugar.
Não existe o par perfeito ou o temperamento ideal. Tudo é contornável quando o casal tem uma visão muito próxima do mundo, dos valores e olham na mesma direção. Quando tem o mesmo foco!!
No palco da vida existe espaço para todas as representações. Você é o autor de sua obra, portanto só você poderá decidir o seu papel, e se deseja terminar sua história como protagonista, coadjuvante ou um mero figurante.
Pensar se faz necessário.

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