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sábado, 12 de março de 2011

O conta corrente



Existe um pensamento nos dias de hoje de que a vida é um “conta corrente”. Uma maneira interessante de ver as coisas, principalmente quando tratamos de relações.

Desde o tempo das cavernas pesamos os prós, e os contras de quem está ao nosso lado, mas traduzir isto de uma forma objetiva, parece deixar de lado o elemento essencial e fundamental para uma relação: emoção.

A vida moderna e toda as facilidades que ela nos proporciona (separação, sexo, consumo), nos confundiu no aspecto sentimento. Tudo pode ser adquirido, então não temos mais a necessidade de criar vínculos afetivos, assim amores, amizades e famílias muitas vezes acabam ficando em segundo plano.

O importante são nossas conquistas individuais, e raramente ouve-se história de alguém que abriu mão de sua caminhada em prol de outra pessoa. Penso até que isto não deva ocorrer, mas existem casos onde estender a mão a apoiar pode “salvar” uma vida.

Acho isto tudo muito efêmero... mas assim caminha a humanidade e acredito que viveremos muitos anos neste ritmo, até que se tenha uma nova revolução (talvez a “revolta dos filhos solitários”).

Gosto muito das famílias que mantêm mesmo diante das suas dificuldades, contato, carinho e auxilio. Parece mais humano, ensina de uma forma diferente aos descendentes que aquele é o núcleo-base que o fortalecerá e poderá contar durante a sua caminhada.

Para que sejamos amados, devemos amar. Para que possamos contar com as pessoas no momento de dificuldade, devemos também estar dispostos a ajudar quando solicitado.

Se não for assim, continuaremos a viver o mundo de uma pessoa só. O nosso próprio mundo.

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