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sábado, 12 de março de 2011

E o Amor?



Será que o Amor acabou? Venho me perguntando isto ao longo dos anos, diante as situações que presencie e vivi no meu cotidiano.

As coisas mudaram muito, e por algum motivo, não produzi a enzima de “semancol”, e continuei “romantiquinho” e conservador... Às vezes penso que estava hibernando enquanto a vida seguia. 


Por que o que temos hoje é exatamente o contrário. Ninguém abre mão de nada, poucos acreditam que uma relação tem futuro. A grande maioria começa uma história pensando quanto tempo levará até terminar. Sim a convicção é que em algum momento terminará.


E se manifestarmos algum descontentamento ou pedirmos alguma coisa que envolva mudança, recebemos um sonoro “Garçom, a conta, por favor!”.


Amor que antes era o combustível dos poetas e o sonho da humanidade parece ter virado um acessório na vida dos seres humanos. Homens tornaram-se penduricalhos, e mulheres tornaram-se diversão. 


O engraçado disto tudo é que as pessoas sabem disso, agem desta forma, e mesmo assim emendam uma relação após a outra. E tome “Eu te amo” novamente. O coração da humanidade ficou enorme.


Os jovens que estão treinando ao “ficar” com muitos (as) parceiros (as), olham para frente e veem seus pais e suas mães “amando” diversas pessoas ao longo de sua vida, e certamente adotarão este como o padrão a ser seguido. Aprenderiam diferente aonde? No Google?


Não conheci homem bem sucedido que não tivesse uma grande mulher ao seu lado, mas para o futuro, os homens terão de desenvolver habilidades que hoje não tem para se bastar por si. 


O mundo (e muito menos eu!!!) não está preparado para relações abertas, mas acredito que este será inevitavelmente o tipo de relação que nossos filhos viverão.


Sem maniqueísmo. Mas “Eu te amo” como aprendemos a interpretar creio estar perto da extinção.

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