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quinta-feira, 17 de março de 2011

Bullying



Bullying é uma expressão nova para um fato antigo. Sempre existiu e só tem a repercussão midiática ou psicossocial, pela violência que vivemos em nossa sociedade e pela desestruturação das famílias.

Vende, dá audiência e engrossa a lista de patologias que devemos tratar as crianças e adolescentes (no meu tempo existia somente disritmia).

Eu sou baixinho, sempre recebi apelidos, e fui alvo de piadas ao longo da minha vida. Os “anãozinhos”, “os quatro olhos”, “os rolhas de poço”, “os “secos”, “os caxias”, “filho daquela santa”, enfim, as pessoas sempre foram alvos de ataques de mau gosto e discriminação. 

Se me ofendesse, tínhamos um “te pego na saída” para ajuste de contas. Era metido a besta, mas como sempre fui toy, normalmente levava a pior. Nem por isto lembro do meu pai ou da minha mãe na escola tomando satisfação alguma, ou de desistir de estudar por conta das surras ou gozações que levava. Aprendíamos a Lei de Darwin na prática... Os mais aptos e adaptados é que sobreviveriam.

E esses valores vinham de dentro da minha casa,  que mal ou bem tinha a figura do pai (atitudes de homem) e de mãe (atitudes de mulher). Mas hoje tudo mudou com o advento do divórcio simplificado, desencadeando uma sucessão de erros, atribuições que as pessoas não estavam preparadas para absorver, e liberdade que virou sinonimo de libertinagem. 

O que mudou foi o comportamento dos adultos que se esmeraram no processo de extinção das relações, e consequentemente, da família.  Pense... se os princípios básicos de sua formação fossem frágeis, quem você seria hoje??


A postura violenta de alguns jovens e demasiadamente frágil de outros são formas de chamar a nossa atenção. É a revolução deles contra o nosso comportamento cada vez mais desmedido e inconsequente.

A violência ou o isolamento da juventude nos dias de hoje, é só uma caixa de ressonância a uma sociedade completamente desestruturada e de valores cada vez mais superficiais.

De nada adiantará  reuniões escolares,  terapias, e leis punitivas se não retomarmos o caminho do aprendizado que vem de dentro da família. Do lugar onde deveriam brotar os valores fundamentais para formação de uma pessoa.

Nós saímos por aí arrumando o mundo, mas esquecemos de dar uma voltinha dentro da nossa própria casa. Será que a “casa” que construímos, alguém realmente tem condições de ser feliz? 

Pensar, se faz necessário! 

2 comentários:

  1. É...muitas crianças sofreram e sofrem com isso, mas eu concordo que deva ser tratado de forma séria e punitiva. É verdade que os bons exemplos devem vir de casa, mas nem sempre isso é o suficiente, fosse assim lares felizes teriam filhos perfeitos e na prática nem sempre é o que acontece, em muitos casos é o contrário. Acho fundamental a intervenção da escola, já que é o primeiro meio social onde criança ou adolescente se mostra como ser individual e tem que demarcar seu espaço. E também onde acontece toda a concepção da sociedade. É certo, que antigamente, tudo era tratado " a moda miguelão" tipo, te bateu, bate mais forte, a antiga psicologia da pancadaria. Eu discordo, e muito, como ficam os que não conseguem reagir, no que podem se transformar??? No mínimo covardes, ou o inverso batedores agressivos de plantão. Por anos me chamaram de "barata branca" por ser tão loira. Graças a isso fiquei anos complexada, quando o verão chegava então..nossaaa!
    O bullying ainda é muito grande, e veja bem, não acontece só com as crianças... Canso de ouvir expressôes adultas como " coisa negrão" "aquela gorrrda" entre outras piores.
    Bullying é o preconceito que existe dentro de cada um e muitas vezes estimulados pela família ou pelo meio. Precisa ser combatido, pode demorar, mas precisa acabar! beijo, beijo!

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  2. Olha esse video que chocante! Um gurizinho apanhando covardemente na saída da escola. Eu juro eu matava o maior se fosse meu filho!

    http://www.youtube.com/watch?v=WIsL5pg43SQ

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